texturas e sensações do tropico de altitude

Poesia do fim do mundo

a melancolia do agora

Poesia do fim do mundo é um projeto de experimentação fotografia analógica. As fotos foram realizadas em uma antiga pedreira de extração de minérios em Minas Gerais, abandonada pela perfuração de um lençol freático. As fotos foram feitas em janeiro de 2019 usando um negativo 35mm  lomography purplechrome 100-400. 

O projeto foi realizado em parceria com o Pedro Coelho e leva o nome da sua pagina de poesia. Pedro é um poeta do concreto, do asfalto e da cidade, mas seu coração e alma vivem bem longe pairando sobre os trópicos de altitude. Durante nosso reencontro casual em São Thome das Letras compartilhamos de uma tarde com amigo a explorar para explorar os arredores de uma antiga Mina. O resultado foi uma imersão lisérgica de poesia e cor materializada em Poesia do Fim do Mundo. 

E quando as naves flutuarem

no céu a noite,

verei novamente todos os olhos que já vi. 

Matarei saudades que já haviam me matado

De pé olhando pro infinito ali,

amarei os olhos que não puderam ser amados

Olharei como olho pra casa da minha vó, 

que nunca conheci, 

Voltarei pra casa, de olhos fechados. 

Aqui as flores nascem do concreto.

Tão delicadas que podem matar. 

Uma vitoria do afeto 

Amor forte

Maravilhosa vida sem teto

Sorte do cimento, em seu único momento de luz, 

​é destruido pelo belo. 

Ela ali tinha tropeça do na verdade

Como uma mochila de pedra

Não aguentou e ajoelhou no chão duro

Sentiu o peso de uma vaidade que não era sua

Como no seu nascimento, de novo, estava nua

Não conseguiu chorar.

© 2019 by Juliana Lira Photography . 

Juliana Lira

Rua Girassol, 139, conj. 33

Vila Malena - SP, Brasil. 

info@Julianaalira.com

prazo de entrega conforme disponibilidade do produto no estoque. Entre em contato para mais informações (:.